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Edson Francisco
  • Sistemas de campo offline-first
  • AgriTech e rastreabilidade

MHC (Eco-Micaia) — mel rastreado do apicultor à garrafa

Cada balde de mel ligado ao apicultor no momento da compra e seguido pela filtração, prensagem e classificação por cor até ao produto engarrafado.

Etapas digitalizadas no FAMS: Apicultor → Compra + código do balde → Peso confirmado → Filtração → Prensagem → Cor: claro · médio · escuro → Garrafa
Período
2026
Estado
Em desenvolvimento
Papel
Líder técnico da implementação e do desenvolvimento do plugin do mel, com a equipa da Empoderando Moçambique
Cliente
Mozambique Honey Company (Eco-Micaia)
Parceiros
NIRAS (VaMoz Competir)

Problema

A MHC compra mel bruto a apicultores na província de Manica, processa-o na fábrica de Chimoio e vende-o engarrafado. Com o registo agregado, um problema de qualidade no produto final não dizia de que balde — nem de que apicultor — vinha.

Solução

Entre 21 e 24 de Setembro de 2026, em Chimoio, o FAMS foi reconfigurado de raiz para a MHC, reaproveitando o plugin do mel com código de barras. Juntámos a equipa de campo e a da fábrica numa formação por módulos, mapeámos o fluxo completo em nove etapas — do apicultor à venda — e testámos no campo a ligação entre o código do balde e o apicultor. As falhas de processo encontradas num dia foram resolvidas no próprio dia e viraram o teste de campo do dia seguinte.

Decisões técnicas

  1. 01

    Ligar o balde ao apicultor no acto da compra

    O código do balde fica associado ao produtor no momento da compra e acompanha o balde até à fábrica, para identificar problemas de qualidade por balde e não só no produto final.

  2. 02

    Confirmação de peso em vez de guia de transporte

    Em vez de emitir guias de transporte, o rastreio passou a assentar na confirmação do peso de cada balde. Simplifica o trabalho no campo e elimina uma licença anual.

  3. 03

    Lotes de muitos-para-um na fábrica

    Vários baldes alimentam um filtro e um lote prensado tem várias origens. O modelo cru → filtrado → prensado/misturado guarda essas origens, para que o mel classificado por cor (claro, médio, escuro) e a cera continuem rastreáveis até aos baldes iniciais.

  4. 04

    Colmeias como campos personalizados

    O número de colmeias e os tipos (tradicional, KTB e Langstroth) ficam em campos personalizados do campo de produção, sem alterar o esquema da base de dados.

  5. 05

    Pagamento e recibo para o apicultor

    Cada compra regista o estado do pagamento (pendente → pago) e o método (e-Mola, M-Pesa ou dinheiro no campo), e o apicultor recebe um recibo impresso.

Imagens

01 / 13 — Placa do Centro de Serviços de Mel de Zomba, na zona tampão do Parque Nacional de Chimanimani, onde a MHC compra mel aos apicultores

Tecnologias

  • Laravel
  • PHP
  • MySQL
  • Ionic
  • Angular
  • Capacitor

Resultados verificáveis

etapas mapeadas no FAMS, do apicultor à venda
9
reconfiguração, formação e teste de campo em Chimoio
21–24 Set 2026

O que aprendi

Desenhar o processo com o campo e a fábrica na mesma sala encurta tudo: as lacunas aparecem durante a formação, são resolvidas no mesmo dia e o teste de campo do dia seguinte já valida a solução.

ODS

  • ODS 2 · Fome Zero e Agricultura Sustentávelprincipal

    Cada compra fica ligada ao apicultor, com peso confirmado e recibo impresso, para que o rendimento do mel chegue com pagamentos exactos e identificáveis.

  • ODS 12 · Consumo e Produção Responsáveisprincipal

    Rastreabilidade do balde à garrafa: humidade, açúcar (Brix), cor e lote permitem reduzir perdas e responder por cada fase do processamento, com relatórios de produção assinados.

  • ODS 15 · Vida Terrestrecomplementar

    O centro de serviços de mel de Zomba fica na zona tampão do Parque Nacional de Chimanimani: dados auditáveis apoiam uma cadeia de mel compatível com a conservação.